quarta-feira, 22 de maio de 2013

ANEURISMA CEREBRAL

Tudo sobre Aneurisma cerebral O que é Aneurisma cerebral? Sinônimos: Hemorragia subaracnoide, hemorragia cerebral, derrame cerebral Um aneurisma é uma área fraca na parede de um vaso sanguíneo que faz com que o vaso sanguíneo forme uma protuberância ou inche. Quando o aneurisma ocorre em um vaso sanguíneo do cérebro, ele é denominado de aneurisma cerebral. Causas Os aneurismas no cérebro surgem quando há uma região enfraquecida na parede de um vaso sanguíneo. Um aneurisma pode estar presente desde o nascimento (congênito) ou pode se desenvolver mais tarde, como depois que um vaso sanguíneo é lesionado. Existem vários tipos diferentes de aneurismas. Um aneurisma sacular pode variar no tamanho, podendo ter desde alguns milímetros até um centímetro. Os aneurismas saculares gigantes podem ter mais de 2 centímetros. Eles são mais comuns em adultos. Os aneurismas saculares múltiplos são herdados com mais frequência do que os outros tipos de aneurismas. Outros tipos de aneurismas cerebrais consistem no alargamento de um vaso sanguíneo inteiro; ou ainda podem parecer como um "balão" na parte externa de um vaso sanguíneo. Tais aneurismas podem ocorrer em qualquer vaso sanguíneo que alimente o cérebro. Arterioesclerose, traumas e infecções, que podem lesionar a parede do vaso, podem causar esses aneurismas cerebrais. Cerca de 5% da população têm algum tipo de aneurisma cerebral, mas apenas um pequeno número desses aneurismas causam sintomas ou rupturas. Os fatores de risco incluem histórico familiar de aneurismas cerebrais e certos problemas médicos, como doença renal policística, coartação aórtica e pressão alta. Exames Um exame ocular pode mostrar pressão elevada dentro do cérebro (pressão intracraniana elevada), incluindo inchaço do nervo óptico ou sangramento na retina. Um exame do cérebro e do sistema nervoso (neurológico) pode revelar movimento anormal dos olhos, problemas na fala, na força e na sensibilidade. Os seguintes testes podem ser usados para diagnosticar aneurisma cerebral e para determinar a causa do sangramento no cérebro: Angiografia cerebral ou angiografia por tomografia computadorizada espiral da cabeça para revelar a localização e o tamanho do aneurisma Exame de líquido cefalorraquidiano Tomografia computadorizada da cabeça Eletroencefalograma (ECG) Ressonância magnética da cabeça VOLTAR AO TOPO visão geral sintomas tratamento e cuidados convivendo (prognóstico) prevenção encontre um médico Sintomas de Aneurisma cerebral Uma pessoa pode ter um aneurisma cereral sem apresentar sintomas. Esse tipo de aneurisma pode ser encontrado quando uma ressonância magnética ou uma tomografia computadorizada são feitas por outro motivo. Um aneurisma cerebral pode começar a "vazar" uma pequena quantidade de sangue. Isso talvez cause uma dor de cabeça forte que o paciente pode descrever como "a pior dor de cabeça da minha vida". Outra frase para descrever o aneurisma é uma dor de cabeça sentinela. Isso significa que a dor de cabeça pode ser um sinal de aviso de uma ruptura dias ou semanas depois de a dor de cabeça aparecer pela primeira vez. Os sintomas também podem ocorrer se o aneurisma empurrar estruturas próximas no cérebro ou se romper (ruptura) e causar sangramento no cérebro. Os sintomas dependem da localização do aneurisma, se ele se rompeu e da parte do cérebro que está sendo comprimida, mas podem incluir: Visão dupla Perda da visão Dores de cabeça Dores nos olhos Dores no pescoço Pescoço rígido Uma dor de cabeça forte e súbita é um sintoma de que o aneurisma se rompeu. Outros sintomas de rompimento de um aneurisma são: Confusão, letargia, sonolência ou estupor Queda da pálpebra Dores de cabeça acompanhadas de náusea e vômito Fraqueza muscular ou dificuldade de mobilidade de qualquer parte do corpo Dormência ou diminuição da sensibilidade de qualquer parte do corpo Convulsões Fala prejudicada Rigidez no pescoço (ocasionalmente) Alterações na visão (visão dupla, perda de visão) Observação: o rompimento de um aneurisma é uma emergência médica. Procure ajuda médica imediatamente. Buscando ajuda médica Vá para o pronto-socorro ou ligue para o serviço de emergência local (como 192, no caso de São Paulo) caso ocorra uma dor de cabeça muito forte ou súbita, principalmente se vier acompanhada de náusea, vômito, convulsões ou qualquer outro sintoma neurológico. Busque também a emergência se a dor de cabeça não for comum, principalmente se grave ou "a pior dor de cabeça da vida". visão geral sintomas tratamento e cuidados convivendo (prognóstico) prevenção encontre um médico Tratamento de Aneurisma cerebral Dois métodos comuns são usados para reparar um aneurisma cerebral: A clipagem é o modo mais comum de reparar um aneurisma. Isso é feito durante a cirurgia no cérebro. Consulte também: Cirurgia cerebral (crâniotomia) O reparo endovascular, muitas vezes usando uma "bobina", é um método menos invasivo para tratar alguns aneurismas. Um aneurisma que se rompe é uma emergência que precisa de tratamento médico e muitas vezes requer cirurgia. O reparo endovascular é o método mais usado quando isso acontece. Mesmo que não ocorram sintomas, seu médico poderá recomendar um tratamento para evitar uma futura ruptura fatal. Nem todos os aneurismas precisam ser tratados imediatamente. Os aneurismas muito pequenos (menos de 3 mm) têm menos probabilidade de se romper. Seu médico o ajudará a decidir se é mais seguro fazer uma cirurgia para bloquear o aneurisma antes que ele abra (ruptura). O paciente pode estar muito doente para se submeter a uma cirurgia ou pode ser muito perigoso tratar o aneurisma devido à sua localização. O tratamento pode consistir em: Repouso total e restrições a atividades Drogas para evitar convulsões Medicamentos para controlar dores de cabeça e pressão arterial Assim que o aneurisma é tratado, pode ser necessário iniciar medidas preventivas contra derrames decorrentes de espasmos dos vasos sanguíneos. Isso pode incluir líquidos intravenosos e certas medicações e pode provocar a elevação da pressão arterial. visão geral sintomas tratamento e cuidados convivendo (prognóstico) prevenção encontre um médico Expectativas O resultado varia. Os pacientes que entram em coma profundo após o rompimento de um aneurisma geralmente não se recuperam tão bem, quando comparados a pacientes com sintomas menos graves. Normalmente, a ruptura dos aneurismas cerebrais são fatais. Cerca de 25% das pessoas morrem em 24 horas, e outras 25% morrem em cerca de 3 meses. Além disso, dos sobreviventes, mais de 25% apresenta algum tipo de incapacidade permanente. Complicações possíveis Aumento da pressão de líquido no crânio Perda de movimento em uma ou mais partes do corpo Perda permanente de sensibilidade de qualquer parte da face ou do corpo Convulsões Derrame Hemorragia subaracnoide VOLTAR AO TOPO visão geral sintomas tratamento e cuidados convivendo (prognóstico) prevenção encontre um médico Prevenção Não há maneira conhecida de prevenir a formação de um aneurisma sacular. Tratar a pressão alta pode reduzir a chance de ruptura de um aneurisma. Controlar os fatores de risco da arteriosclerose pode reduzir a probabilidade de alguns tipos de aneurisma. Se descobertos a tempo, aneurismas não rompidos podem ser tratados antes de causarem problemas. A decisão de reparar um aneurisma cerebral não rompido é baseada no tamanho e na localização do aneurisma e na idade e condição de saúde do paciente. Os riscos dessa decisão devem ser muito bem ponderados Fontes e referências: Bederson JB, Connolly ES Jr, Batjer HH, Dacey RG, Dion JE, Diringer MN, Duldner JE Jr, Harbaugh RE, Patel AB, Rosenwasser RH: American Heart Association Guidelines for the management of aneurysmal subarachnoid hemorrhage: a statement for healthcare professionals from a special writing group of the Stroke Council, American Heart Association. Stroke. 2009;40:994-1025. Meyers PM, Schumacher HC, Higashida RT, Barnwell SL, Creager MA, Gupta R, McDougall CG, Pandey DK, Sacks D, Wechsler JR: American Heart Association. Indications for the performance of intracranial endovascular neurointerventional procedures: a scientific statement from the American Heart Associatino Council on Cardiovascular Radiology and Intervention. Stroke Council, council on Cardiovascular Surgery and Anesthesia, Interdisciplinary Council on Peripheral Vascular Disease, and Interdisciplinary Council on Quality of Care and Outcomes Research. Circulation. 2009;119:2235-2249. Patterson JT, Hanbali F, Franklin RL, Nauta HJW. Neurosurgery. In: Townsend CM, Beauchamp RD, Evers BM, Mattox KL, eds. Sabiston Textbook of Surgery. 18th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier;2007:cap. 72.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

CÂNCER DE INTESTINO FIQUE DE OLHO

CÂNCER DE INTESTINO

Câncer de Intestino O que é o câncer do intestino? É um tumor que se desenvolve no intestino grosso, chamado também de câncer do cólon e do reto. É uma doença que pode ser prevenida, pois quase sempre se desenvolve a partir de pólipos, que são lesões benignas que crescem na parede do intestino. Quando o pólipo é retirado evita-se que ele se transforme em câncer. Que fatores podem contribuir para o desenvolvimento deste câncer? • Alimentação rica em gorduras e pobre em fibras; • Fumo; • Consumo freqüente de bebida alcoólica; • Idade acima de 50 anos; • História de pólipos colorretais e de doenças inflamatórias do intestino. Quais são os principais sintomas? • Mudanças no hábito intestinal (diarréia ou prisão de ventre); • Sangue nas fezes; • Vontade freqüente de ir ao banheiro, com sensação de evacuação incompleta; • Dor ou desconforto abdominal, como gases ou cólicas; • Perda de peso sem razão aparente; • Cansaço, fraqueza e anemia. Quando a doença está no início, não é comum a ocorrência de sintomas, por isso é importante a realização de exames preventivos para a detecção precoce da doença. Quanto mais cedo o câncer for tratado, maior é a chance de cura. Como descobrir o câncer do colo do intestino no início? É recomendada a realização anual do exame de sangue oculto nas fezes para pessoas acima de 50 anos. Trata-se de exame laboratorial relativamente simples e que pode ser solicitado pelo médico clínico. Para as pessoas com maior risco pode ser necessária a realização de colonoscopia. Onde posso realizar o exame de sangue oculto das fezes? Você pode procurar o ambulatório, posto ou centro de saúde mais próximo de sua casa para que um médico possa solicitar a realização do exame. Como diminuir o risco de câncer de intestino? • Fazer atividade física na maioria dos dias da semana; • Ter uma alimentação rica em fibras (frutas, vegetais e grãos) e pobre em gorduras animais; • Não fumar; • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas; • Realizar exames anuais, após os 50 anos, para detecção precoce e tratamento de pólipos.

sábado, 11 de maio de 2013

quarta-feira, 3 de abril de 2013

TRAUMA NA MEDULA ESPINHAL

TRAUMA NA MEDULA ESPINHAL Causas O trauma de medula espinhal pode ser causado por diversos tipos de lesões na coluna. Elas podem resultar de acidentes com veículos motores, quedas, lesões esportivas (principalmente mergulhos em águas rasas), acidentes industriais, ferimentos por bala, agressões físicas e outras causas. Uma pequena lesão pode provocar o trauma da medula espinhal se a medula estiver enfraquecida (devido a, por exemplo,artrite reumatoide ouosteoporose), ou se o canal medular que protege a medula espinhal estiver muito estreito (estenose espinhal) devido ao processo normal de envelhecimento. Lesões diretas, como cortes, por exemplo, acontecem na medula espinhal caso os ossos ou discos se achem lesionados. Fragmentos de ossos (por exemplo, de vértebras quebradas) ou fragmentos de metais (como os de um acidente de trânsito ou de um tiro) podem seccionar ou causar danos à medula espinhal. Lesões diretas podem ainda ocorrer devido a puxões, pressões laterais ou compressões na medula espinhal. Isso pode ser decorrente de torções anormais de cabeça, pescoço ou costas devido a um acidente ou trauma. Sangramento, acúmulo de líquidos e inchaço podem ocorrer dentro ou fora da medula espinhal (mas dentro do canal espinhal). O acúmulo de sangue ou líquidos pode comprimir a medula espinhal e lesioná-la. A maioria dos traumas da medula espinhal acontece com indivíduos jovens e saudáveis. Geralmente, homens entre 15 e 35 anos são os mais afetados. O índice de morte tende a ser mais elevado em crianças com traumas na coluna. Os fatores de risco incluem a participação em atividades físicas perigosas, o não uso de EPIs (equipamentos de proteção individual) durante o trabalho ou jogos ou os mergulhos em águas rasas. Idosos com a coluna enfraquecida (devido à osteoporose) podem ser mais propensos a terem trauma na medula espinhal. Pacientes que sofrem de outros problemas médicos que os deixam mais suscetíveis a quedas por conta de fraqueza ou descoordenação (um derrame, por exemplo) também são mais propensos. Exames O trauma na medula espinhal é uma emergência médica que requer atenção imediata. O médico realizará um exame físico, inclusive neurológico. Isso vai ajudar a identificar a localização exata da lesão, se ela ainda for desconhecida. Alguns reflexos podem ficar irregulares ou ausentes. Alguns reflexos podem lentamente retornar conforme o inchaço vai diminuindo. Os seguintes testes podem ser requisitados: Uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética da coluna para mostrar a localização e extensão do trauma e revelar problemas como coágulos sanguíneos (hematomas) Mielograma (um raio X da coluna após a injeção de um corante) pode ser necessário em casos raros. Exames de potencial evocado somatossensorial (PESS) ou estimulação magnética podem mostrar se os sinais nervosos conseguem passar através da medula espinhal. Raios X da coluna podem mostrar fraturas ou lesões nos ossos da coluna. VOLTAR AO TOPO visão geral sintomas tratamento e cuidados convivendo (prognóstico) prevenção encontre um médico Sintomas de Lesão na medula espinhal Os sintomas variam conforme a área do trauma. O trauma da medula espinhal causa fraqueza e perda sensorial no local do trauma e abaixo dele. A gravidade dos sintomas depende de a medula estar gravemente lesionada (completa) ou apenas parcialmente lesionada (incompleta). A medula espinhal não continua abaixo da primeira vértebra lombar, assim, as lesões abaixo desse ponto não causam trauma da medula espinhal. Entretanto, elas podem causar a "síndrome da cauda equina" -- lesão das raízes nervosas dessa área. Lesões cervicais (pescoço) Quando as lesões da medula espinhal ocorrem na área do pescoço, os sintomas podem atingir os braços, as pernas e o meio do corpo. Os sintomas podem aparecer em um ou em ambos os lados do corpo. Os sintomas podem incluir: Dificuldades respiratórias (devido à paralisia dos músculos respiratórios, quando a lesão ocorre na parte superior do pescoço) Perda do controle normal do intestino e da bexiga (pode ocorrer constipação, incontinência, espasmos na bexiga) Dormência Alterações sensoriais Espasticidade (aumento do tônus muscular) Dor Fraqueza, paralisia Lesões torácicas (na altura do tórax) Quando as lesões medulares ocorrem na altura do tórax, os sintomas podem atingir as pernas: Perda do controle normal do intestino e da bexiga (pode ocorrer constipação, incontinência, espasmos na bexiga) Dormência Alterações sensoriais Espasticidade (aumento do tônus muscular) Dor Fraqueza, paralisia Lesões na medula cervical ou na medula torácica superior também podem resultar em problemas de pressão arterial, sudorese anormal e problemas em manter a temperatura corporal normal. Lesões lombossacrais (parte inferior das costas) Quando as lesões medulares ocorrem na parte inferior das costas, sintomas de vários níveis podem afetar uma ou ambas as pernas, bem como podem afetar músculos que controlam os intestinos e a bexiga: Perda do controle normal do intestino e da bexiga (pode ocorrer constipação, incontinência, espasmos na bexiga) Dormência Dor Alterações sensoriais Espasticidade (aumento do tônus muscular) Fraqueza e paralisia Buscando ajuda médica Procure seu médico se ocorrerem lesões nas costas ou no pescoço. Ligue para 192 se houver qualquer perda de sensação ou movimento. É uma emergência! O gerenciamento da lesão medular começa no local do acidente, com paramédicos imobilizando a coluna machucada para evitar danos adicionais ao sistema nervoso. Pessoas com suspeita de terem uma lesão medular NÃO devem ser movidas sem os imobilizadores, a não ser que haja alguma ameaça imediata. VOLTAR AO TOPO visão geral sintomas tratamento e cuidados convivendo (prognóstico) prevenção encontre um médico Tratamento de Lesão na medula espinhal Um trauma na medula espinhal é uma emergência médica que requer tratamento imediato para reduzir os efeitos de longo prazo. O tempo que se leva para iniciar o tratamento após a lesão ter ocorrido é um fator crítico que afeta qualquer resultado do tratamento. Corticoides, como dexametasona e metilprednisolona, são usados para minimizar a inflamação que pode lesionar a medula espinhal. Se a compressão na medula espinhal for causada por uma massa - como um hematoma ou um fragmento de osso - que pode ser removido ou reduzido antes que os nervos fiquem completamente destruídos, a paralisia pode ser minimizada. Idealmente, corticoides devem ser ministrados tão logo a lesão ocorra. A cirurgia pode ser necessária para: Remover líquidos ou tecidos que pressionam a medula espinhal (laminectomia descompressiva) Remover fragmentos de ossos, fragmentos do disco ou corpos estranhos Fundir o ossos fraturados ou implantar próteses na coluna Pode ser necessário repousar na cama para que os ossos da coluna, que carregam a maior parte do peso do corpo, se recuperem. Pode ser recomendada a tração espinhal. Isso ajuda a coluna a não se movimentar. O crânio é imobilizado com tenazes (suportes de metal colocados no crânio e anexados a pesos de tração ou a arreios no corpo). É possível que seja necessário o uso de próteses por um longo tempo. A equipe de assistência médica fornecerá informações sobre espasmos musculares, cuidados com a pele e disfunção da bexiga e do intestino. Serão necessárias fisioterapia e terapia ocupacional extensivas, além de outras terapias de reabilitação, depois que a lesão aguda tiver sido curada. A reabilitação ajuda a pessoa a lidar com a deficiência proveniente do trauma da medula espinhal. A espaticidade muscular pode ser aliviada com medicações orais ou injetavéis no canal medular. Injeções de botox nos músculos também podem ajudar. A dor é controlada com ajuda de analgésicos, relaxantes musculares e fisioterapia. Consulte também: Reeducação intestinal Bexiga neurogênica Hiperreflexia autonômica Úlcera de pressão Cateter urinário VOLTAR AO TOPO visão geral sintomas tratamento e cuidados convivendo (prognóstico) prevenção encontre um médico Expectativas A paralisia e a perda da sensação de parte do corpo são comuns. Isso inclui paralisia total ou dormência e vários graus de perda de sensações ou movimentos. A lesão medular pode resultar em morte, principalmente se houver paralisia dos músculos da respiração. O nível da lesão condiciona o grau de recuperação do paciente. Lesões próximas à área superior da coluna causam deficiências mais incapacitantes do que aquelas que ocorrem na área inferior. A recuperação de algum movimento ou a sensação no período de uma semana geralmente significa boas chances de recuperação de outras funções, embora isso possa levar 6 meses ou mais. Perdas que duram mais de 6 meses provavelmente serão permanentes. Os cuidados de rotina intestinal frequentemente levam mais de um hora no dia a dia. A maioria das pessoas com lesão medular deve realizar cateterização da bexiga de tempos em tempos. Geralmente, são necessárias mudanças no ambiente onde paciente habita. Muitas pessoas com lesão medular são cadeirantes ou estão presas à cama, ou, ainda, possuem a mobilidade reduzida, que requer uma gama de aparatos de assistência. Complicações possíveis A seguir veja as possíveis complicações de um trauma de medula espinhal: Alterações na pressão arterial que podem ser extremas (hiperreflexia autonômica) Doença renal crônica Trombose venosa profunda Infecções pulmonares Lesões na pele Contraturas Risco elevado de lesões em áreas dormentes do corpo Risco elevado de infecções do trato urinário Incontinência urinária Perda de sensações Perda do funcionamento sexual (impotência masculina) Espasticidade muscular Dor Paralisia dos músculos respiratórios Paralisia(paraplegia, tetraplegia) Úlceras de pressão Choque Pessoas não hospitalizadas com lesão medular devem seguir estas dicas para evitar complicações: Cuidado pulmonar diário, para aqueles que precisam Seguir as instruções quanto aos cuidados com a bexiga para evitar infecções e danos aos rins Seguir todas as instruções em relação ao cuidado com as feridas para evitar úlceras de pressão Manter as imunizações em dia Manter a rotina de consultas médicas. VOLTAR AO TOPO visão geral sintomas tratamento e cuidados convivendo (prognóstico) prevenção encontre um médico Prevenção Executar atividades recreativas ou de trabalho com segurança evita muitas lesões medulares. Use equipamento adequado caso exista a possibilidade de ocorrer uma lesão. Mergulhar em águas rasas é a maior causa de trauma de medula espinhal. Verifique a profundidade da água antes de mergulhar e procure por pedras ou outras obstruções. Lesões resultantes de futebol americano e andar de trenó geralmente envolvem pancadas agudas e torções e curvaturas irregulares das costas e do pescoço, podendo originar traumas da medula espinhal. Tenha cautela ao andar de trenó e inspecione a área quanto a obstáculos. Use técnica e equipamento adequados ao praticar futebol ou outros esportes de contato. Quedas ao escalar, seja por trabalho ou por lazer, podem originar lesões medulares. Direção defensiva e o uso do cinto de segurança reduzem extremamente o risco de danos sérios em acidentes de trânsit

quarta-feira, 13 de março de 2013

SÍNDROME ASPERGER

| ASPERGER Índice analítico O que é Síndrome de Asperger? Por que é chamado síndrome de Asperger? Quais são alguns sinais ou sintomas comuns? O que causa a AS? É genético? Como é feito o diagnóstico? Existem tratamentos? Eles melhorar a crianças com AS? O que acontece quando atingem a idade adulta? O que a pesquisa está sendo feito? Onde posso obter mais informações? O que é Síndrome de Asperger? síndrome de Asperger (SA) é um transtorno do desenvolvimento que se caracteriza por: 1 interesses limitados ou uma preocupação incomum com um determinado objeto com a exclusão de outras atividades rotinas repetitivas ou rituais peculiaridades de fala e linguagem, como falar muito formal ou monótona, ou tomar figuras de linguagem, literalmente comportamento socialmente e emocionalmente inadequado e a incapacidade de interagir com sucesso com os outros problemas de comunicação não-verbal, incluindo o uso restrito de gestos, limitados ou inadequado de expressões faciais, ou um olhar peculiar dura movimentos motores desajeitada e descoordenada AS é um transtorno do espectro do autismo, um de um grupo distinto de doenças neurológicas caracterizada por comprometimento maior ou menor nas habilidades de linguagem e comunicação, bem como padrões repetitivos e restritos de pensamento e comportamento. Outros distúrbios incluem o autismo clássico, síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância e transtornos invasivos do desenvolvimento não-especificado (normalmente referido como PDD-NOS em Inglês). Os pais muitas vezes sentem que há algo incomum sobre uma criança com AS quando alcançam seu aniversário segundo ou terceiro, e algumas crianças podem apresentar sintomas na infância. Ao contrário das crianças com autismo, crianças com AS manter as suas competências iniciais de linguagem. Atrasos no desenvolvimento motor, como engatinhar ou andar desajeitado, tarde, às vezes são o primeiro indicador da doença. A incidência de AS não está bem estabelecida, mas os especialistas em estudos populacionais estimativa conservadora de que dois em cada 10.000 crianças têm o distúrbio. Os meninos são três a quatro vezes mais propensos do que as meninas para ter AS. Estudos em crianças com AS sugerem que seus problemas com a socialização ea comunicação continuam na idade adulta. Algumas dessas crianças desenvolvem sintomas psiquiátricos adicionais e transtornos na adolescência e na idade adulta. Embora diagnosticado principalmente em crianças, como está sendo cada vez mais diagnosticada em adultos que procuram tratamento para problemas de saúde mental, tais como o transtorno de depressão, transtorno obsessivo-compulsivo e déficit de atenção e hiperatividade (ADHD, sigla). Não foram realizados estudos para determinar a incidência de AS em populações adultas. 1 Adaptado do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais IV ea Classificação Internacional de Doenças - 10 Por que é chamado síndrome de Asperger? Em 1944, um pediatra austríaco Hans Asperger chamado observou quatro crianças em sua prática que tinha dificuldade em se integrar socialmente. Apesar de sua inteligência parecia normal, as crianças tinham menos habilidades de comunicação não-verbal, não conseguiu demonstrar empatia com os seus pares, e eram fisicamente desajeitado. Seu discurso foi desarticulada ou excessivamente formal, e absorvendo interesse em um único tópico dominaram suas conversas. Dr. Asperger denominou a condição de "psicopatia autista" e descreveu-o como um transtorno de personalidade, principalmente marcado pelo isolamento social. Observações de Asperger, publicado em alemão, não muito conhecida até 1981, quando um médico Inglês chamado Lorna Wing publicou uma série de estudos de caso de crianças que apresentam sintomas semelhantes, o que síndrome chamada "Asperger". Escritos de asa foram amplamente publicadas e popularizada. Como se tornou uma doença distinta e diagnóstico em 1992, quando foi incluído na décima edição do manual de diagnóstico publicado pela Organização Mundial de Saúde, Classificação Internacional de Doenças (CID-10), e em 1994 foi acrescentado ao Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais IV (DSM-IV), o livro de referência de diagnóstico da Associação Americana de Psiquiatria. Quais são alguns sinais ou sintomas comuns? O sintoma mais marcante da AS é o interesse obsessivo de uma criança em um único objeto ou tópico para a exclusão de qualquer outro. Algumas crianças com AS tornaram-se especialistas em aspiradores de pó, marcas e modelos de carros, até mesmo objetos como peculiar como fritadeiras. Crianças com AS querem saber tudo sobre o seu tema de interesse e suas conversas com os outros será de cerca de pouco mais. Os seus conhecimentos, alto nível de vocabulário e padrões de fala formais fazê-los parecer pequenos professores. Crianças com AS reunir grandes quantidades de informações factuais sobre o seu assunto favorito e falar incessantemente sobre isso, mas a conversa pode parecer como uma coleção de fatos aleatórios e estatísticas, sem ponto ou conclusão. Sua fala pode ser marcada pela falta de ritmo, uma inflexão única, ou monótona. Muitas vezes as crianças com SA não têm a capacidade de modular o volume de sua voz para imitar ao redor. Por exemplo, eles devem ser lembrados de falar baixinho cada vez que vão a uma biblioteca ou uma sala de cinema. Ao contrário da grande retiro do mundo, que é característica do autismo, crianças com AS são isolados por causa de suas habilidades sociais pobres e interesses estreitos. Na verdade, eles podem se aproximar de outras pessoas, mas uma conversa normal impossível devido ao comportamento inadequado ou excêntrico, ou tentando falar apenas de interesse apenas. Crianças com AS geralmente têm um histórico de atrasos no desenvolvimento de habilidades motoras, como andar de bicicleta, pegar uma bola ou escalar uma equipe de jogos ao ar livre. Elas são muitas vezes desajeitado e tem má coordenação com uma marcha que pode parecer forçado ou saltando. Muitas crianças com AS são altamente ativo na primeira infância, e então desenvolver ansiedade ou depressão como jovens adultos. Outras condições que geralmente co-existem com AS são TDAH, transtornos de tiques (síndrome de Tourette), depressão, transtornos de ansiedade e transtorno obsessivo-compulsivo. O que causa a AS? É genético? pontos de pesquisas recentes para anormalidades cerebrais como a causa da AS. Utilizando uma técnica avançada de imagem do cérebro, os cientistas revelaram diferenças estruturais e funcionais em regiões específicas do cérebro das crianças normais em comparação com as crianças com AS. Esses defeitos são provavelmente causado pela migração anormal de células embrionárias durante o desenvolvimento fetal que afeta a estrutura do cérebro e "conexão" e, em seguida, ele irá afetar os circuitos neurais que controlam o pensamento e comportamento. Por exemplo, um estudo descobriu atividade cerebral reduzida no lobo frontal quando crianças, quando solicitado a responder a tarefas que requerem o uso de julgamento. Outro estudo encontrou diferenças na atividade quando perguntado crianças para responder a expressões faciais. Um estudo separado investigação da função cerebral em adultos com AS revelou níveis anormais de proteínas específicas que se correlacionam com comportamentos obsessivos e repetitivos. Os cientistas sabem há muito tempo que tem de haver um componente genético na ASDs AS e outros por causa de sua tendência hereditária. Ele observou evidência adicional para a ligação entre as mutações genéticas herdadas e como no maior incidência de membros da família que têm sintomas comportamentais similares COMO mas de uma forma mais limitada. Por exemplo, teve dificuldades com ligeiras social, de linguagem e de leitura. No entanto, nunca foi identificado um gene específico para o AS. No entanto, pesquisas recentes indicam que provavelmente há um conjunto comum de genes cujas variações ou supressões fazer um indivíduo vulnerável ao desenvolvimento de AS. Esta combinação de variações genéticas ou supressões vão determinar a severidade e os sintomas de uma pessoa com AS. Como é feito o diagnóstico? O diagnóstico da SA é complicada pela falta de uma avaliação ou programa de diagnóstico normalizado. Na verdade, porque existem vários instrumentos de avaliação atualmente em uso, cada um com diferentes critérios, a mesma criança pode receber diferentes diagnósticos, dependendo do instrumento de avaliação utilizado pelo médico. Para complicar ainda mais, alguns médicos acreditam que, como não é um transtorno separado e distinto. Em vez disso, eles chamam de autismo de alto funcionamento e vê-lo no final leve do espectro autista com sintomas que diferem apenas em grau, de autismo clássico. Alguns médicos usam dois diagnósticos, AS ou autismo de alto funcionamento, alternadamente. Isso torna difícil para coletar dados sobre a incidência de AS, como algumas crianças serão diagnosticadas com autismo de alto funcionamento e não como, e vice-versa. A maioria dos médicos contam com a presença de um grupo de comportamentos para os alertar para a possibilidade de um diagnóstico de AS. Estes são os seguintes: contato visual anormal recuar não virar quando chamado pelo nome Não use gestos para ponto ou mostrar falta de jogo interativo falta de interesse em outros Alguns desses comportamentos podem ser aparentes nos primeiros meses de vida da criança, ou aparecer mais tarde. Antes de 3 anos de idade, tem que ser os problemas presentes em pelo menos uma das zonas de comunicação e de socialização ou comportamento repetitivo e restrita. O diagnóstico da SA é um processo de duas etapas. A primeira etapa começa com a triagem do desenvolvimento durante uma rotina de "bem-filho" com o médico de família ou pediatra. O segundo passo é uma avaliação completa de equipamentos para considerar ou descartar AS. Esta equipa inclui geralmente um psicólogo, neurologista, psiquiatra, terapeuta da fala, e outros profissionais com conhecimento para diagnosticar crianças com AS. A avaliação global inclui a avaliação neurológica e genética, com provas detalhadas cognitiva e de linguagem para estabelecer QI e avaliar a função psicomotora, pontos fortes e fracos verbal e não-verbal, estilo de aprendizagem e habilidades de vida independente. Uma avaliação dos pontos fortes e fracos de comunicação inclui a avaliação formas não verbais de comunicação (olhares e gestos), o uso de linguagem não-literal (metáforas, ironia, humor e porcaria); padrões de modulação do estresse, inflexão e volume; pragmáticas (tendo turnos e de sensibilidade a sugestões verbais) e clareza de conteúdo e coerência da conversa. O médico vai olhar para os resultados do teste e combiná-los com a história de desenvolvimento da criança e sintomas atuais para fazer um diagnóstico. Existem tratamentos? O tratamento ideal para as terapias coordenadas que abordam os três sintomas básicos do transtorno: baixa capacidade de comunicação, rotinas obsessivas ou repetitivas, e imperícia física. Não existe um pacote de tratamento ideal para todas as crianças com AS, mas a maioria dos profissionais concordam que quanto mais cedo você intervir, melhor. Um programa de tratamento eficaz baseia-se os interesses da criança, oferecer um cronograma previsível, ensinar tarefas como uma série de passos simples, se engajar ativamente a atenção da criança em atividades altamente estruturadas e fornece reforço de comportamento regular. Este tipo de programa geralmente inclui: treinamento de habilidades sociais, uma forma de terapia de grupo que ensina as crianças com AS as habilidades que eles precisam interagir mais com sucesso com outras crianças A terapia comportamental cognitiva, um tipo de "discurso" terapia que pode ajudar as crianças mais ansioso ou explosivos para gerenciar melhor suas emoções e diminuir os seus interesses obsessivos e rotinas repetitivas medicamentos para doenças coexistentes, como depressão e ansiedade terapia ocupacional ou física para crianças com problemas de integração sensorial ou coordenação motora pobre terapia especializada, fala / linguagem, para ajudar as crianças que têm problemas com a pragmática de linguagem, trocando conversa normal treinamento e suporte para os pais, para ensinar técnicas comportamentais para usar em casa Eles melhorar a crianças com AS? O que acontece quando atingem a idade adulta? Com o tratamento eficaz, as crianças com AS podem aprender a lidar com suas deficiências, mas ainda pode encontrar situações sociais e as relações pessoais exigem esforço. Muitos adultos com AS são capazes de trabalhar com sucesso em trabalho estabelecido, embora possam continuar a precisar de encorajamento e apoio moral para manter uma vida independente. O que a pesquisa está sendo feito? Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrame é um dos principais patrocinadores da pesquisa biomédica federal sobre distúrbios do cérebro e do sistema nervoso. O NINDS realiza pesquisas em seus laboratórios do National Institutes of Health (NIH), em Bethesda, Maryland, e oferece subsídios para apoiar a investigação nas universidades e outras instalações. Muitos dos institutos do NIH, incluindo os NINDS, estão patrocinando a pesquisa para entender o que faz com AS e como ela pode ser tratada de forma eficaz. Um estudo utilizando ressonância magnética funcional (fMRI) para mostrar como anormalidades em áreas específicas do cérebro muda causar na função cerebral que causam sintomas de AS e ASD outros. Outro estudo em grande escala está comparando avaliações psiquiátricas e neuropsicológicas de crianças com diagnóstico de AS ou de autismo de alto funcionamento com os de seus pais e irmãos para ver se há padrões de sintomas ligados AS e autismo de alto funcionamento para perfis específico neuropsicológica. NINDS também está apoiando um estudo internacional de longo alcance pesquisadores ligados a recolha e análise de amostras de DNA de crianças com AS e autismo de alto funcionamento, bem como as suas famílias, para identificar os genes associados e como eles interagem. Chamado de Projeto Genoma do Autismo é um consórcio de cientistas de universidades, centros acadêmicos e instituições de todo o mundo, que funciona como um repositório de dados genéticos para pesquisadores para encontrar a base de ASDs AS e outros. Porque há tantas formas diferentes de ASD, a compreensão da base genética de cada abre oportunidades para um diagnóstico mais preciso e tratamento. Conhecer o perfil genético de uma determinada doença pode significar a identificação precoce de pessoas em risco e intervenção precoce é mais provável quando as terapias e tratamentos são mais bem sucedidos. Onde eu posso encontrar mais informações? Para obter informações adicionais sobre os programas de investigação NINDS, contactar a Unidade de Recursos e Rede de Informação Neurological Institute (cérebro por sua sigla em Inglês) em: CÉREBRO PO Box 5801 Bethesda, MD 20824 (800) 352-9424 http://www.ninds.nih.gov

domingo, 10 de março de 2013

GUIIIAIN - BARRÉ

SÍNDROME DE GUILLAIN - BARRÉ Síndrome de Guillain-Barré Introdução Causa Incidência Manifestações Clínicas Evolução Exames Complementares Tratamento Fase Aguda Fase de Recuperação Prognóstico Introdução A síndrome de Guillain-Barré ou polirradiculoneurite aguda é caracterizada por uma inflamação aguda com perda da mielina (membrana de lipídeos e proteína que envolve os nervos e facilita a transmissão do estímulo nervoso) dos nervos periféricos e às vezes de raízes nervosas proximais e de nervos cranianos (nervos que emergem de uma parte do cérebro chamada tronco cerebral e suprem às funções específicas da cabeça, região do pescoço e vísceras). Causa A síndrome de Guillain Barré tem caráter autoimune. O indivíduo produz auto-anticorpos contra sua própria mielina. Então os nervos acometidos não podem transmitir os sinais que vêem do sistema nervoso central com eficiência, levando a uma perda da habilidade de grupos musculares de responderem aos comandos cerebrais. O cérebro também recebe menos sinais sensitivos do corpo, resultando em inabilidade para sentir o contato com a pele, dor ou calor. Em muitas pessoas o início da doença é precedido por infecção de vias respiratórias altas, de gastroenterite aguda e num pequeno número de casos por vacinação especialmente contra gripe e em raras ocasiões contra hepatite B. Antecedentes de infecções agudas por uma série de vírus tais como, Epstein Bar, citomegalovirus, HTLV, HIV, e diversos vírus respiratórios têm sido descritos. Incidência A doença é rara com incidência estimada em uma pessoa para cada100.000. Manifestações Clínicas Dor nos membros inferiores seguida por fraqueza muscular progressiva de distribuição geralmente simétrica e distal que evolui para diminuição ou perda dos movimentos de maneira ascendente com flacidez dos músculos Perda dos reflexos profundos (Figura 1) de início distal, bilateral e simétrico a partir das primeiras horas ou primeiros dias Sintomas sensitivos: dor neurogênica, queimação e formigamento distal Pode haver alteração da deglutição devido a acometimento dos nervos cranianos XI, X e IX (relacionados com a deglutição), e paralisia facial por acometimento do VII par craniano (que inerva os músculos da face); a paralisia facial pode ser bilateral Comprometimento dos centros respiratórios com risco de parada respiratória Sinais de disfunção do Sistema Nervoso Autônomo traduzidos por variações da pressão arterial (pressão alta ou pressão baixa), aumento da freqüência ou arritmia cardíaca, transpiração, e, em alguns casos, alterações do controle vesical e intestinal Alteração dos movimentos dos olhos decorrente de acometimento do III, IV e VI nervos cranianos e ataxia cerebelar (déficit de equilíbrio e incoordenação) associada a ptose palpebral (pálpebra caída) e perda dos reflexos sobretudo na variante Miller-Fisher Assimetria importante da fraqueza muscular ou da perda de movimento, distúrbios graves de sensibilidade e disfunção vesical ou intestinal persistentes induzem questionamentos embora não excluam o diagnóstico Figura 1: Evolução A doença progride por três ou quatro semanas até atingir um platô com período de duração que pode variar de semanas a meses para então entrar na fase de recuperação que pode durar anos. Geralmente o máximo da recuperação da força muscular e dos reflexos acontece após 18 meses do início dos sintomas. Exames Complementares O exame de líquido cefalorraquidiano (líquido que circula entre o cérebro ou medula e os ossos do crânio ou da coluna respectivamente) demonstra elevação importante da proteína com número de células normal ou próximo do normal a partir da primeira ou segunda semana. Nas infecções do sistema nervoso central (meningoencefalites), um dos diagnósticos diferenciais, a proteína é elevada e o número de células também. Líquido cefalorraquidiano normal não exclui o diagnóstico quando este é feito na primeira semana. O aumento máximo de proteínas no líquido cefalorraquidiano acontece após quatro a seis semanas de início dos sintomas da doença. A eletrofisiologia ou eletroneuromiografia (exame que mede a atividade elétrica dos músculos e a velocidade de condução dos nervos) demonstra diminuição da velocidade de condução nervosa (sugestiva de perda de mielina) podendo levar várias semanas para as alterações serem definidas. Tratamento Na fase aguda, primeiras quatro semanas de início dos sintomas, o tratamento de escolha é a plasmaferese ou a administração intravenosa de imunoglobulinas. Fase Aguda Havendo insuficiência respiratória (10 -30% dos casos), o paciente deve permanecer em Unidade de Terapia Intensiva. Na presença de distúrbios da deglutição, a alimentação deve ser oferecida por uma sonda que vai da boca até o estômago. Plasmaferese (método no qual todo o sangue é removido do corpo e as células do sangue são separadas do plasma ou parte líquida do sangue, e então, as células do sangue são infundidas no paciente sem o plasma, o que o corpo rapidamente repõe) nas primeiras quatro semanas de evolução da doença para pacientes gravemente envolvidos. Embora seja um dos tratamento de escolha, não se conhece exatamente seu modo de ação, mas acredita-se que seja pela retirada do plasma contendo elementos do sistema imunológico que podem ser tóxicos à mielina. Altas doses de imunoglobulinas (anticorpos), administradas por via intra-venosa podem diminuir o ataque imunológico ao sistema nervoso. O tratamento com imunoglobulinas pode ser utilizado em substituição à plasmaferese com a vantagem de sua administração ser mais fácil. Não se conhece muito bem o mecanismo de ação deste método. Posicionamento adequado no leito objetivando prevenir o desenvolvimento de úlceras de pele por pressão ou deformidades articulares. Movimentação passiva das articulações durante todo o período que precede o início da recuperação funcional para evitar deformidades articulares. Fase de Recuperação Reforço da musculatura que tem alguma função. Órteses leves objetivando favorecer a deambulação na presença de fraqueza distal persistente. Havendo deficiência motora importante após dois anos do início da doença, o programa de tratamento deve objetivar o maior grau de independência possível na locomoção e nas atividades de vida diária (atividades do dia-a-dia de uma pessoa). O SARAH atende a pacientes com síndrome de Guillain-Barré na fase de recuperação para reabilitação. Prognóstico Melhora clínica, eletrofisiológica e funcional acontece, geralmente, até 18 meses após o início da doença. Porém, o espectro clínico da síndrome de Guillain-Barré é muito amplo. A maioria das pessoas acometidas se recuperam em três meses após iniciados os sintomas. A necessidade de ventilação mecânica e a ausência de melhora funcional três semanas após a doença ter atingido o pico máximo são sinais de evolução mais grave.